Adaptado por Rui Lemos (de várias fontes da internet)

A apicultura é uma actividade económica com uma expressão considerável, ainda que seja desenvolvida, muitas vezes, como complemento de rendimento.

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Nos últimos 10 anos a produção de mel em Portugal tem-se mantido acima das 5.alna000 toneladas anuais.

Produção de mel em Portugal nos últimos 10 anos (Fonte: INE)

Ano 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012 2013
Toneladas 6737 5686 5978 6908 6654 6919 7426 7792 6851 9346

Outra produção da actividade apícola e contabilizada pelo INE é a produção de cera que apesar de uma evolução mais heterogénea teve, em 2013, a maior produção dos últimos 10 anos, com 283 toneladas.

Produção de cera (Fonte: INE)

Ano 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012 2013
Toneladas 255 206 219 254 235 237 242 239 208 283

A actividade apícola envolvia, em 2013, 16.774 apicultores, com cerca de 40 mil apiários e cerca de 566 mil colmeias e cortiços. A larga maioria dos apicultores desenvolve a sua actividade de forma não profissional e como complemento de outros rendimentos. Em 2010 apenas 3,4% dos apicultores eram apicultores profissionais.

O mel produzido em Portugal garante o autoaprovisionamento do país, embora se encontrem anos em que a produção fica abaixo das necessidades do país e outros em que essa produção excede as necessidades. Esta capacidade produtiva faz com que as quantidades exportadas e importadas sejam aproximadamente idênticas. Por exemplo, em 2012, segundo o INE, o país exportou 1.734 toneladas de mel, (correspondente a 5.674.000€) e importou 1.650 toneladas (correspondente a 4.912.000€). Em 2013, esses valores foram 1.887 toneladas de mel (6.589.000€) de exportações e 1.944 toneladas (5.703.000€) de importações. Em 2012, 74% do mel importado era proveniente de Espanha. Do total do mel exportado, 58% foi para a Alemanha e 23% para a Espanha. No ano de 2013, o mel foi exportado a um preço de 3,5€/kg e importado a 2,9€/kg. O que significa que o país está a importar mel de mais baixo valor o que vem de encontro à informação da venda de mel nacional misturado com mel importado, nomeadamente da China, de mais baixo valor, mas também de menor qualidade.

Para além do efeito económico da produção directa, as abelhas, através da polinização, estão associadas a um efeito económico que vai muito além da sua produção de mel. Estima-se que pelo menos 80% das plantas a nível mundial necessitem na polinização para dar sementes e que pelo menos 1/3 da alimentação humana esteja dependente da polinização. Não restam, portanto, dúvidas da importância económica, social, ambiental e de preservação da biodiversidade, há muito reconhecida, do sector apícola. A importância social do sector apícola é ainda mais relevante nos meios rurais mais isolados, na medida em que ocupa boa parte do tempo da população mais idosa, contribuindo para a melhoria da sua qualidade de vida e o seu rendimento.

Não obstante as tendências verificadas na produção e a importância do setor apícola, este enfrenta um conjunto de problemas, com diversas origens mas que têm vindo a colocar muitas dificuldades à actividade.

Desaparecimento das colónias de abelhas

Outro dos problemas graves que afetam o sector é o colapso das colónias de abelhas. Este problema pode ter causas diversas mas um dos factores que contribui para a mortalidade das abelhas é a utilização de pesticidas.

Comercialização

Uma das características deste sector é o facto da quase totalidade das vendas do produto por parte do apicultor se fazer a granel e não através de venda directa ao consumidor. A venda de mel a granel representa mais de 80% do total das vendas e com tendência a aumentar. A venda a granel é o canal de comercialização onde os preços são mais baixos. Os melhores preços são os praticados na venda pelo produtor directamente ao consumidor. De forma global o preço na venda a granel é cerca de metade do preço na venda directa.

A limitação na venda directa coloca problemas na rentabilidade da actividade apícola. Como já foi atrás referido, mais de 80% do mel é vendido a granel, a preços muito abaixo da venda de mel embalado. A necessidade de venda a granel é imposta aos apicultores que tenham uma “unidade de produção primária” e que só podem vender, no concelho onde estão instalados ou nos concelhos limítrofes, até 650Kg de mel anualmente, pelo que a restante produção tem de ser vendida a granel às melarias industriais (estabelecimentos). Esta quantidade de 650 kg de mel dará um rendimento, logicamente variável, mas que dificilmente ultrapassará os 300€ mensais.

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